Empreendedorismo / Gestão

Setores que mais cresceram suas vendas na pandemia

A crise sanitária causada pelo novo coronavírus também resultou em uma crise econômica, atingindo grande parte dos setores do mercado. […]

Setores que mais cresceram suas vendas na pandemia

A crise sanitária causada pelo novo coronavírus também resultou em uma crise econômica, atingindo grande parte dos setores do mercado. Porém, a pandemia favoreceu o crescimento de alguns setores que foram na contramão da crise.

Como você deve imaginar, esses setores que cresceram estão presentes no meio online e se favoreceram principalmente por permitirem que os consumidores mantenham certos hábitos de seus cotidianos sem precisar estabelecer contato físico com intermediadores e ir a lugares com aglomerações. Esses setores conseguiram identificar certas necessidades humanas e supri-las dentro do “novo normal”. Temos certeza que você já comprou produtos ou utilizou os serviços de algum destes:

COMÉRCIO ELETRÔNICO

Como era de se esperar, o consumo não parou mesmo que os shoppings e uma série de comércios estivessem com as portas fechadas. A facilidade de realizar compras pela internet e recebê-las em casa durante a pandemia gerou um crescimento de 26,7% do setor quando comparado ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Compre&Confie.

Ainda de acordo com ela, o mercado de comércio digital faturou, só no primeiro trimestre de 2020, R$ 20,4 bilhões, tal valor corresponde a 49,8 milhões de compras que foram feitas pela internet, um número 32,6% maior do que o do primeiro trimestre de 2019. Em contrapartida ao crescimento das vendas, o ticket médio das compras diminuiu, tendo o valor médio de R$ 409,50, 4,5% menor do que o registrado em 2019.

Mas há um bom motivo para isso, de acordo com o diretor executivo do Compre&Confie, André Dias, “A Covid-19 já provoca mudanças estruturais no hábito dos consumidores de varejo digital. Com as medidas de isolamento implantadas no fim de março, cada vez mais pessoas optam por adquirir pela internet itens de necessidade básica, como produtos de supermercado ou de farmácia. Enquanto isso, itens de maior valor agregado, como eletrônicos, ficam em segundo plano. Essa conjuntura ajuda a explicar a queda do tíquete médio no período”. 

Ou seja, o consumidor já estabeleceu um condição de compra rotineira com os e-commerces, algo muito bem visto para os analistas, que acreditam que esta modalidade de consumo tende a sair fortalecida da pandemia.

PLATAFORMAS DE STREAMING

Além da compra de bens materiais, o consumo de entretenimento se estabeleceu no nosso cotidiano e os cinemas e a televisão cumpriam esse papel. Algo que mudou drasticamente com a chegada das plataformas Video On Demand, ou Streaming, como são normalmente chamadas. Este modelo de assistir o conteúdo que se quer no momento desejado se fortaleceu ainda mais na quarentena, evidência disso é o aumento de buscas por “Disney+” em 43,5% durante o período que começou a quarentena.

Prova ainda mais contundente foi o aumento de assinaturas na Netflix, que relatou  15,77 milhões de novas assinaturas no primeiro trimestre do ano, quando comparado ao mesmo período do ano passado, representa um aumento de quase 100%, visto que em 2019 houveram 8,76 milhões de novas contratações do serviço. Fato que contrariou as expectativa dos analistas e da própria Netflix, que esperavam que o serviço de streaming seria o primeiro a ser cortado pelos consumidores devido a crise. Tal movimentação levou a receita da companhia para US$ 5,77 bilhões no trimestre. 

FITNESS DIGITAL

Com as academias fechadas, ficou ainda mais complicado manter uma rotina de exercícios e não cair no sedentarismo, por isso era de se esperar que o interesse por aulas de exercícios físicos crescesse e foi exatamente isso que aconteceu. Exemplo disso é a Paloton, empresa americana que tem como seu core bussiness aulas de spinning. A empresa viu suas ações valorizarem 9,2%, aspecto que se relaciona com o aumento em cinco vezes de downloads do seu aplicativo, no início de março.

Tal crescimento de mercado também foi testemunhado no Brasil. A rede de equipamentos, roupas e calçados esportivos, Centauro, viu a venda de apoios para flexão de braços crescer 12.423% em seu e-commerce. Aumento este que também aconteceu para anilhas, com um crescimento de 2.688% e, dos halteres, em 2.392%. Faixas elásticas e caneleiras ampliaram suas vendas em 16 e 14 vezes respectivamente. E até mesmo equipamentos de maior porte como bicicletas de spinning cresceram suas vendas significativamente, em mais de 3.000. Vale ressaltar que o crescimento é comparado com o do ano passado, no mesmo período, entre 20 de março e 13 de abril.

DELIVERY DE COMIDA E SUPERMERCADO

E-commerce: Delivery e supermercado

O setor alimentício não ficou fora da digitalização impulsionada pelo isolamento social, sendo que os aplicativos de pedidos tiveram um grande crescimento de instalações, com 78% dentro do período entre 17 de março a 13 de abril, é isso que demonstra o levantamento da AppsFlyer, uma plataforma de monitoramento e mensuração de downloads e uso de aplicativos presente em 98% dos smartphones de todo o mundo.

A Rappi, um dos aplicativos de entrega mais conhecidos, relatou um aumento de demanda três vezes maior a partir de março, quando comparado aos meses anteriores, no Brasil, sendo que as categorias mais procuradas eram farmácias, supermercados e restaurantes. Já a Uber Eats além de registrar um aumento significativo nos pedidos, viu o desejo dos restaurantes em começar a entregar pelo aplicativo crescer em 10 vezes.

O novo modelo de consumo chegou com força, muitas das empresas já estão migrando para o digital e os consumidores estão cada vez mais propícios a utilizarem o mundo virtual como um dos seus principais pontos de compra. De acordo com os analistas, a pandemia acelerou um processo que já era aguardado, o da digitalização do consumo. E a sua empresa, ela está pronta para o “novo normal”?

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