Gustavo Perina

18 de agosto de 2020

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Funcionários dos Correios decretam greve geral por tempo indeterminado

2 min de leitura

Os sindicatos dos Correios decidiram nesta segunda-feira (17/08/2020) fazer uma greve geral, pois não houve acordo sobre a proposta de reajuste salarial e que foram privados de 70 direitos, como 30% de risco adicional, vale-refeição e auxílio-creche.

Segundo Emerson Marinho, secretário da FENTECT (Associação Nacional dos Trabalhadores dos Correios, Telégrafos e Similares), a greve será nacional. "Todos os sindicatos decidiram parar de trabalhar hoje." Segundo ele, nos locais onde há um terceiro turno, a greve vai começar às 22h de 17/08. Em outras localidades do país, a interrupção começa à meia-noite. 

A Fentect afirma ainda que a participação em planos de saúde aumentou, enquanto a proporção da empresa diminuiu R $ 1,7 mil. Além disso, a associação afirma que a empresa cometeu "negligência e descaso com a vida dos trabalhadores e clientes" durante a pandemia.

Por ser um serviço essencial destacado na Portaria de Desastre Pública assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, os sindicatos alertam que o número mínimo de trabalhadores será mantido. 

“REALIDADE DO PAÍS”

No final do mês de julho, Floriano Peixoto (presidente dos Correios) disse que a proposta da empresa "está em linha com a sua situação financeira e com a realidade do país".

“Atendendo à missão do gestor público de garantir a boa governação, é dever dos Correios implementar os ajustamentos propostos, pois sem eles haverá um sério comprometimento da situação econômica da empresa”, afirmou. 

O argumento é desmentido por trabalhadores que afirmam que a estatal teve lucro e que existe uma grande oposição entre os salários do conselho de administração e dos empregados.

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