Eduarda Guedes

11 de novembro de 2021

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Facebook agora é Meta: a grande aposta de Mark Zuckerberg

5 min de leitura

Com a mudança de nome para “Meta”, o chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, está tentando desviar a atenção dos escândalos do último vazamento de dados internos por uma ex-funcionária, mas também uma aposta capaz de mudar a vida dos usuários, o metaverso, que vai gastar dezenas de bilhões de dólares sem ter certeza de sua lucratividade. Após o anúncio de quinta-feira, 28 de outubro, muitos brincaram ou criticaram o que consideraram uma medida para distrair o público dos escândalos recentes na empresa.

Para Zuckerberg e o Facebook, foi batido na tecla do multiverso, e o novo nome demonstra o compromisso do Facebook em construir o "Metaverso", uma nova realidade virtual projetada para permitir que as pessoas se conectem ao mesmo universo tecnológico e cultivem relacionamentos interpessoais que vão além das telas que usamos atualmente.

Para garantir que as pessoas estejam trabalhando para criar e desenvolver a tecnologia que torne o metaverso oficial, o Facebook anunciou um investimento de US$ 150 milhões em um fundo de educação para treinar uma nova geração de programadores e designers, bem como a certificação oficial do Facebook em Spark AR, a plataforma de realidade aumentada do Facebook que permite criar filtros.

Uma quantia de dinheiro que faltará à empresa porque, antes de transformar o Metaverso em uma realidade tangível, ela deve continuar a se beneficiar de seu modelo atual baseado em publicidade.

A ideia é ajudar profissionais com experiência em tecnologia a encontrar bons empregos enquanto desenvolvem a plataforma. A empresa anunciou que possui atualmente mais de 600.000 desenvolvedores de RA e planeja aumentar esse número, tornando mais fácil para os criadores de conteúdo acessarem ferramentas de realidade aumentada.

A aposta no Metaverso é tão grande que o Facebook anunciou durante a reunião Connect que está mudando oficialmente de nome e sendo renomeado para Meta. As redes sociais mantêm o mesmo nome que já possuem.

Mas afinal, a rede social Facebook também vai mudar de nome?

Não. Pelo menos Mark Zuckerberg não está dizendo que isso vai acontecer (pelo menos não ainda). O objetivo é reunir todos os diferentes elementos que a empresa já possui para criar o metaverso: realidade virtual, realidade aumentada e redes sociais, mas o Facebook não vai mudar de nome por enquanto, o que não significa que não possa acontecer.

Qual vai ser a influência do Metaverso no E-commerce?

O Metaverso não está tão distante quanto acreditamos. Na realidade, é uma tendência de tecnologia bastante comum como usuários. 

É o que disse Luli Radfahrer, professor do curso de publicidade e propaganda da USP, que afirma: “É um termo que surge na década de 1980 da literatura cyberpunk, com o livro ‘Snow Crash’. A tecnologia só dá certo se tem uma aplicação essencial, e para o metaverso, é o jogo do videogame, pois faz sentido uma imersão em outro mundo, interagindo com as pessoas. Já existe há muito tempo, uma espécie de metaverso.”

No e-commerce, a Realidade Aumentada e a Realidade Virtual tem o objetivo de fazer com que o consumidor interaja com o produto e fique mais atento a ele. Com a experiência do usuário se tornando um fator cada vez mais importante na diferenciação dos negócios, a RV e a AR podem ser a próxima etapa para aprimorar essa experiência no Metaverso.

A 30ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas da FGV, concluiu que hoje, o país possui 230 milhões de smartphones ativos, e concluiu que cerca de 80% dos usuários fazem compras usando seus smartphones, o meio principalmente onde a Realidade Virtual e Aumentada estão mais presentes.

Dessa forma, a criação de aplicativos para a aplicação deve aumentar à medida que o Metaverso se torna cada vez maior, além de aumentar a porcentagem positiva da experiência de compra e garantir novas oportunidades de mercado de tecnologia, varejo e marketing.

Conclusão

Para muitos, Zuckerberg é o fundador remanescente dos gigantes da tecnologia. Google, Amazon, Apple e Microsoft agora são liderados por profissionais de carreira que fizeram história na construção dessas empresas. Esta posição daria a Zuckerberg a personalidade de um fundador em busca de inovações e implementações futurísticas.

Por conta disso, a rede social - tentando deixar de lado aquele apelido em particular - tem investido nos últimos anos em tecnologia que tornará mais fácil a interação com o universo digital. Além dos óculos de realidade virtual, o Facebook está financiando outras tecnologias, como uma pulseira de interação de realidade aumentada que foi anunciada no ano passado.

A ideia é desenvolver mais liberdade de movimento em um ambiente digital e deixar as telas para trás com aparelhos que possam transportar a pessoa para uma realidade diferente.

Ainda estamos a alguns anos dessa realidade e de um metaverso absolutamente interativo, mas segundo Zuckerberg está se iniciando um novo mundo no qual ele e sua empresa querem estar presentes.

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