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Setembro Amarelo: Melhorando o bem-estar e clima organizacional dentro da sua empresa
1 de setembro de 2024
Segundo os dados coletados no Panorama da Saúde Mental, a maioria dos entrevistados (56%) nunca procuraram um profissional da saúde para tratar transtornos de ansiedade.
Para além de números, são pessoas que vivem ao nosso lado no dia-a-dia que nem sempre conseguimos alcançar. Seja no trabalho, em grupos de amigos ou entre familiares, a saúde mental segue sendo mascarada por achismos e estigmas.
Acompanhe abaixo um artigo sobre a saúde mental no Brasil, especialmente em ambientes de trabalho, a fim de quebrar as barreiras do tabu dentro das organizações — para que você gestor possa promover um ambiente acolhedor e confortável para seus colaboradores.
A forma como os brasileiros encaram questões de saúde mental
A saúde mental é um dos tópicos mais abordados pelos jovens atualmente. Após a relutância por décadas, as doenças/transtornos/síndromes estão finalmente sendo reconhecidas e tratadas da maneira correta.
Apesar da melhora notável, os números ainda são alarmantes no Brasil. Conforme os dados do “Estado Mental do Mundo 2022”, o país tem o 3º pior índice de saúde mental do mundo. Aumentando cada vez mais a urgência de trazer a realidade para mais tópicos de conversa, como o ambiente de trabalho.
Considerando que o brasileiro passa de 6 a 12 horas por dia em seus empregos, um trabalho sem estruturas e com uma cultura organizacional falha pode impactar diretamente e agravando quadros como depressão, ansiedade, entre outros.
Origem do Setembro Amarelo
O Setembro Amarelo é uma campanha internacional contra o suicídio, que se estende por todo o mês. As iniciativas originaram-se nos EUA, quando o jovem Mike Emme, conhecido por ser um rapaz muito talentoso e afetuoso, cometeu suicídio em 1994.
Mike, era habilidoso e reformou e pintou de amarelo um Mustang 68. Em seu velório, seus conhecidos e amigos, prepararam uma cesta com cartões decorados com fitas amarelas que continham dentro a frase “se você precisar, peça ajuda”. Após isso, o movimento nasceu e ganhou a força que conhecemos hoje.
Saúde mental e sua relação com o trabalho
A saúde mental está pouco a pouco deixando de ser um tabu, sendo reconhecida como uma conversa necessária e importante para todos. O país conhecido por sua animação e festejos é por trás da cortina, depressivo e ansioso. Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde revelam que o Brasil lidera o ranking da América Latina com afetados pela ansiedade e depressão.
O trabalho é um dos agravantes das síndromes de burnout e doenças como ansiedade e depressão. Uma pesquisa do Infojobs mostra que 61% dos entrevistadores não se sentem satisfeitos ou felizes no trabalho, como agravante uma pesquisa da Anamt relata que aproximadamente 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome de burnout.
É inegável que as empresas desempenham um papel crucial na manutenção da saúde mental de seus colaboradores. Segundo o professor e psicólogo Bruno Chapadeiro Ribeiro, o trabalho não pode ser eliminado da equação quando a questão é saúde mental.
Bruno diz: “Eu tenho dito que é o trabalho que está doente e não as pessoas. Nossas formas de trabalhar hoje estão adoecidas e isso tem reverberado nas pessoas. A gente também não pode desconsiderar outras dimensões da vida, mas o trabalho é um elemento central. É onde a gente passa a maior parte dos nossos dias, semanas, da nossa vida, então não há como desconsiderar o fator trabalho como um determinante social importante da nossa saúde”.
Um funcionário antes de ser um registro, é de carne e osso, um ser humano. De acordo com a OMS, apesar da vontade de trabalhar, o impacto no indivíduo pode afetar a autoconfiança, o prazer no trabalho e a capacidade laboral, além da capacidade de se conseguir um emprego.
Medidas para promover um ambiente de trabalho saudável
Mais do que falar, é necessário fazer. Compreenda os desafios da sua equipe e trabalhe para garantir que o trabalho não seja um peso para os colaboradores. Aprenda abaixo algumas medidas para promover um ambiente de trabalho saudável.
Comunicação: Invista em uma comunicação não violenta, na qual os feedbacks sejam passados de forma assertiva, compreensiva e flexível.
Feedback: Promova uma cultura de feedbacks saudáveis, que visem o crescimento do funcionário e que preze por entender o outro lado da moeda. Em caso de feedbacks positivos, recompense e parabenize das grandes às pequenas conquistas.
Diversidade: Adote ambientes de trabalho inclusivos e que abrace a diversidade. O seu time deve se sentir confortável para ser quem são, sem o medo do julgamento.
Melhorias internas: Dê ouvidos para quem está todo dia na sua operação. Periodicamente faça questionários sobre melhorias para a empresa e use os direcionamentos para guiar as futuras mudanças.
Liderança: A mudança começa no exemplo dos supervisores. Treine e capacite os gestores para que virem líderes flexíveis e que humanizem a organização.
Cultura organizacional: Um ambiente de confiança é indispensável, por isso, aposte em programas de onboarding, compartilhe manuais de boas práticas, crie regras para uma boa convivência, se posicione contra abusos, bullying, exclusão e todas as ações negativas.
Acolhimento: Mostre para seus colaboradores que a corporação se importa com suas dores. Cogite criar um canal onde seus funcionários se sintam confortáveis para compartilhar suas frustrações e experiências a fim de obterem apoio.
Demandas realistas: Divida as tarefas eficientemente ou expanda seu quadro de funcionários, de forma com que seu colaborador não fique sobrecarregado e com prazos irreais.
Antes de um CNPJ, existe um CPF! A sua operação será o reflexo de suas ações e falas, logo, seja o primeiro a dar o passo para fazer a diferença para mudar sua empresa e o mundo.
Caso você necessite ou conheça alguém que precise de ajuda, entre em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida), ligue para o número: 188.












